quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gravidez interrompida...

Passados 17 anos desde o nascimento do Diogo, decidi ter outro filho.Quando parti para esta nova "aventura", não pensei que algo de mal pudesse acontecer.
Quando fiz o teste de gravidez e deu positivo, estava sozinha em casa, e pela primeira vez senti-me acagaçada!!
Lembro-me de ter ficado muito feliz e ao mesmo tempo pensar: E agora!? Não dá para voltar a atrás!!
Logo no dia seguinte procurei o meu médico de família, para começar a fazer os exames que tinhamos programado: análises, ecografia e aminocentese.
Como ele estava de férias e só regressava dali a 28 dias, consultei um ginecologista, para confirmar a gravidez e ter a certeza que estava tudo bem.
A ecografia confirmou o meu estado de esperanças, no entanto apenas se via o saco embrionário, mas sem embrião.
Fiquei um pouco desanimada por não conseguir ver o meu pequenino bebé.
O médico ao sentir-me muito ansiosa, explicou que pelo tempo que tinha ( 5 semanas) era natural ainda não se ver o embrião, mas alertou-me que podia tratar-se de um "ovo claro" ( sem formação de embrião), e convidou-me a voltar na semana seguinte para desta vez ver o bebé...ou não.
Deve ter sido a semana mais longa da minha vida!
Na 2ª ecografia, confirmou-se o que eu não queria ouvir. Tinha o saco embrionário, mas por alguma razão para a qual não há uma explicação certa, o embrião não se tinha formado!
Foi-me explicado que o meu corpo iria expulsar o "aborto" de forma natural.
Nesse mesmo dia à noite comecei a sentir-me mal, com dores no corpo.
No dia seguinte fui trabalhar, mas andei todo o dia a arrastar-me. Pensei que estava a ficar com gripe!
À noite, antes de ir buscar o João ao aeroporto, ainda fui ao centro de saúde.
Para além de todas as mudanças que o meu corpo estava a sofrer, estava também com uma faringite.
Essa noite foi terrível... mal me podia mexer com as dores que sentia no corpo todo.
Na manhã seguinte estava tão fraca e tão mal que cheguei a desmaiar...( mais um susto para o João!)
À tarde já me sentia um pouco melhor, mas 2 dias depois, no domingo, tive que ir ao hospital, porque os desmaios ameaçavam voltar.
Na ginecologia fui assistida por um médico, que ao fazer uma ecografia achou que o diagonóstico
" ovo claro" era prematuro.
Segundo ele, podia haver uma discrepância no tempo de gestação.
Pediu-me para voltar ao hospital dali a 12 dias, para dar tempo a mais desenvolvimentos. Caso o diagonóstico se confirmasse teria que ficar internada para fazer o aborto.
Hoje tive alta do hospital, depois de um dia e uma noite díficil...
Apesar de não ter sido necessário fazer curetagem no bloco operatório, foi um processo doloroso, com muitas contrações... mas felizmente saiu de forma "natural".
Confesso que nunca pensei passar por isto, mas talvez por nunca ter visto o embrião, não consigo sentir que perdi um filho.

Agora é dar tempo ao tempo, pois acredito que na próxima gravidez, tudo vá correr bem!